terça-feira, 8 de abril de 2008

Bolo Noddy



Este foi para a 2ª festinha de aniversário (para a família). Vamos a ver se ela não se habitua a 2 festas ;-). O tema era o Noddy e mais uma vez um óptimo bolo (laranja com doce de ovos) de autoria da Bety com uns quequezinhos temáticos a acompanhar.

Bolo Hello Kitty



Este foi o bolinho feito para a festa de aniversário da minha filhota pela talentosa Bety ; bolo de iogurte com recheio de doce de ovos, muito bom. Também foram adicionados uns cupcakes de laranja com o mesmo tema.

domingo, 30 de março de 2008

Beowulf


Este filme de animação digital, usando actores reais foi inspirado num antigo poema inglês de autor desconhecido.Relata a história ,situada na Dinamarca no século 6 d.c., de um guerreiro destemido (Beowulf)que se oferece para defender o reino de Hrothgar de um temível demónio ( Grendel). Após uma árdua batalha o monstro é eliminado mas Beowulf defronta a ira da Mãe do Grendel e é seduzido por ela ficando retido numa maldição. Passados vários anos a saga continua com uma nova e terrível batalha contra um dragão (seu próprio filho).
Uma história que só por si não tem nada de elaborado, é bastante simples até, mas que conta com uns fantásticos efeitos especiais .
O director Robert Zemeckis volta a trabalhar com uma animação digital depois do "O Expresso Polar".
Não vi em 3 D , mas mesmo assim achei-o muito bem conseguido.

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quarta-feira, 26 de março de 2008

Bolo de pêssego



Fiz uma modificação ao celebre bolo de iogurte a pedido da minha filhota.

Ingredientes: 4 ovos, 1 iogurte natural, 1/2 emb (de iogurte) de leite, 1/2 emb de óleo, 2 emb. açúcar, 2 1/2 emb de farinha, 1.c chá de fermento, pêssego em calda.

Bater as claras em castelo. À parte bater as gemas com o açúcar, adicionar o iogurte , o leite e o oleo, bater mais um pouco, e por fim adicionar a farinha ,o açúcar e o fermento. Bater novamente e adicionar 1 pêssego ralado.Por fim as claras em castelo.Vai ao forno a 200º por +- 30 minutos.
Muito bom , e para próxima ainda posso por mais pêssego, só não coloquei porque pensei que ficaria muito forte.

Para descontrair...

sábado, 22 de março de 2008

Para Sempre, talvez.....


Uma comédia Romântica realizada por Adam Brooks e protagonizada por Ryan Reynolds, Elizabeth Banks, a fantástica Abigail Breslin, Isla Fisher e Rachel Weisz .
Confesso que não sou uma grande adepta deste tipo de filmes, mas esporádicamente lá aparece um que nos cativa mais. Este filme retrata o caso de Will, um trintão como tantos outros , que está a passar por um divórcio e a sua filha Maya pede-lhe para ele contar a história real de quando ele e a sua mãe se conheceram (na esperança de uma possível reconciliação).
Will apesar de trocar os nomes das personagens (de forma a que a filha descubra qual era a sua mãe) não consegue amenizar a complexidade das relações afectivas em que ele se vê envolvido com 3 mulheres diferentes.
Um filme bastante divertido , com um final não esperado,e com um titulo muito apropriado, já que um casamento pode não durar para sempre mas podemos e devemos lutar sempre pela nossa felicidade!

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Perfumes Serone

PERFUMES SERONE 50 ML (8€)

Femininas

Cool water = Cold Water
J´adore = J’ado
Emporio = Imperio
Aire de loewe = Wind
Noa = Nova
Carolina herrera 212 Donna karan = Donyk
Tommy girl = Tony
GirlAngel = Angela
Amor amor = Love You
Armani Code Woman = Serone Code
Euphoria = Gloria
Light Blue = Light White
Very Irresistible = Idealissima
Coco Mademoisselle = COCO
Envy Me = Invicta Me
Jean Paul Gaultier = Paula Jean
Dolce & Gabanna The One = The First

Masculinas
Le male = Jean Paolo
Cacharel = Caxarel
Tommy = Tony
212 men = 221
Dolce & gabbana = Doble & Gaba
Issey Miyake = Isy
Baldessarini = Baldesmini
Polo blue = P.Blue
Lui = Louise
Rochas pour home = Rachas
Boss in motion =Bosin
Ck one = Sk
Allure = Alture
Brit Burberry = Brix
Lacoste = Lacox
Armani Code = Cross

quarta-feira, 19 de março de 2008

O segredo


Que mais se pode dizer sobre o célebre e tão falado "Segredo" de Rhonda Byrne?
Na minha opinião o livro não é mais do que uma lavagem cerebral do que as pessoas optimistas já praticam "pensamentos positivos levam à obtenção de coisas positivas ".
Talvez fiquemos com a ideia de que se "pensarmos" com mais afinco poderemos obter coisas que à partida julguemos mais inatingíveis...
Sinceramente não o achei nada de mais nem sei porque motivo está à tanto tempo nos tops.
Talvez as pessoas necessitem que lhes recordem diariamente que têm de ser optimistas e ver o lado bom das coisas.
Seja como for , é um livro que nos deixa com a sensação de que tudo na vida depende de nós , o que por si só já é uma mais valia e por isso vale a pena a sua leitura.

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terça-feira, 4 de março de 2008

Eu sou a lenda


Uma excelente interpretação de Will Smith! Will representa Robert Neville , um óptimo cientista que não foi capaz de conter um incurável vírus criado pelo homem na tentativa de curar o cancro. Neville torna-se o último (será?) sobrevivente de Nova Iorque e quem sabe até do mundo....
Sobrevive com a sua cadela mantendo uns diálogos deveras eloquentes de modo a não perder a sua sanidade mental, simultaneamente tenta contactar via rádio algum sobrevivente e, à noite , resiste a umas horríveis criaturas nas quais os homens se transformaram...
Um filme nada monótono e em que nos fica na cabeça a fantástica música de Bob Marley "Don´t worry, about a thing, every litle thing gona be allright..."

Vista pela última vez


Óptimo filme com um final inesperado ...
A minha curiosidade inicial em ver o filme ficou-se a dever ao facto de existirem várias semelhanças entre a pequena Amanda e a célebre Maddie. E realmente no início assim parece; as semelhanças físicas,o apelido a roupa da mãe, o mediatismo, mas vamos começando a delinear as diferenças que também são muitas...
Um filme que nos faz rebuscar na nossa mente se é melhor pensar com a cabeça ou com o coração... A não perder !

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Estranha forma de vida


Comecei a ler este livro na altura em que várias personalidades da noite iam aparecendo mortas, ora este livro parece um retrato desses acontecimentos, tive uma sensação de dejá vu. Carlos Ademar retrata meticulosamente a noite de Lisboa com toda a sua insegurança, crime,prostituição, tráfico de droga e influências, a envolvência de policias e políticos.Um livro muito interessante e , na minha opinião, muito fidedigno que nos faz pensar muito no submundo que nos rodeia e que em ,vários casos nos escapa.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Cabo verde




Olá , estive ausente uns tempos porque fui passear :-)
Fui dar um pulinho a Cabo Verde; muito bonito , mas tive azar pois o tempo não ajudou...
Céu mto nebulado, muito vento... Mas deu para descansar e disfrutar um pouco

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pão de ló húmido


Fica muito bom e bastante docinho.Eu aproveitei as gemas (porque tinha utilizado as claras para o Molotoff) :-)

Ingredientes: 9 gemas + 3 ovos, 12 c. (sopa ) de açúcar, 6 c. (sopa) de farinha, 1 c. (sopa) de água, 1 pitada de fermento.

Bater muito bem os ovos com o açúcar, de seguida adicionar a água e posteriormente a farinha + fermento.Untar uma forma sem buraco com manteiga e colocar papel vegetal. verter o preparado e vai ao forno (110º) por +- 20 minutos.Após terminar, desligue o forno mas deixe o bolo durante mais uns minutos com a porta entreaberta.
Ficou um pouco baixinho (ainda não compreendi porquê), mas o sabor ..ui...ui...

Gorro + casaco (encomenda)


sábado, 15 de dezembro de 2007

Madie 129


Um livro que não pretende demonstrar quem tem ou não culpa no desaparecimento da pequena Madie, mas sim relatar jornalisticamente e descrever cronologicamente todos os acontecimentos inerentes a este mistério. Podemos ler vários factos no mínimo estranhos e muitas contradições comprometedores. Fica ao cargo de cada um o seu entendimento . Um livro interessante, simples, nada pretensioso, que trata apenas factos , alguns dos quais não tinha conhecimento e que me fazem ainda acreditar mais no ditado "quanto mais conheço os homens mais gosto dos animais"...

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Bolo de leite condensado


Fica muito bom e é simples de fazer.

Ingredientes: 180 g de farinha, 1 lata de leite condensado, 4 ovos, 100 g de margarina, 0.05 l de leite

Bater muito bem o leite condensado com as gemas gemas.
Batendo sempre, junte a margarina amolecida,o leite, a farinha e, por fim, as claras em castelo bem firme.
Leve a cozer cerca de 30 minutos, numa forma untada de margarina e polvilhada de farinha (forno médio).

Pastéis de batata doce


Estes pastéis são indicados para quem gosta de batata doce, caso contrário acham-nos muito enjoativos. Para quem não gosta , pode rechear com doce de ovos ou ovos moles.

Ingredientes a olhómetro: batata doce, açúcar, leite , canela e massa filo.

Cozer a batata doce com um pouco de açúcar (eu coloquei amarelo), esmagar e adicionar leite e um pouco de canela .
Relativamente à massa filo unir as folhas duas a duas com um pouco de manteiga amolecida, cortar em quatro e dentro de cada quarto colocar um pouco de recheio. Dobrar as pontas e vai ao forno +~10 minutos (convém ver para não ficarem muito duros).Colocar por cima açúcar em pó.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Colete para criança


Cachecol em caracol


Novo gorro


Mais botinhas...




Verónika decide morrer


Verónika é uma jovem Eslovena que aparentemente tem tudo para ser feliz; é bonita , tem um emprego, tem os namorados que quer, uma família que a adora, mas, no fundo sente que a vida não tem sentido e decide se matar. A tentativa não corre bem e vai parar a um hospital psiquiátrico onde conhece vários personagens que a fazem mudar de opinião mas tardiamente (será?). Verónika também , inconscientemente, vai mudar a mentalidade de várias personagens. Um romance de Paulo Coelho (o melhor livro que já li dele) que nos fala de loucura , do amor , das relações com os outros e demonstra muita sabedoria.

Sem dúvida , faz-nos pensar e repensar na vida.


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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Tarte de coco


Esta tarte é óptima, não é muito seca nem muito húmida, fica no ponto ideal. Nada enjoativa.

Ingredientes: Massa folhada, 200 gr de açúcar (coloquei 150gr), 150 gr de coco ralado, 5 ovos inteiros, 6 colheres de sopa de margarina (derretida), 1 chávena de café de leite, 1 limão (raspa).

Estender a massa folhada na tarteira, reservar no frio.Deitar todos os ingrediente numa taça e misturar bem. No fim raspar o limão e juntar ao preparado anterior.Despejar na tarteira e levar ao forno pré-aquecido a 170º. Desligar o forno quando a tarte estiver douradinha.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Carta Aberta - Coragem

Recebi este documento por e-mail e que considero bastante importante a sua leitura qual considero a veracidade destas palavras...

Carta aberta ao Senhor Presidente da República Portuguesa

Ílhavo, 22 de Outubro de 2007

Senhor Presidente da República Portuguesa

Excelência:

Disse V. Excia, no discurso do passado dia 5 de Outubro, que os professores precisavam de ser dignificados e eu ouso acrescentar: “Talvez V. Excia não saiba bem quanto!”

1. Sou professor há mais de trinta e seis anos e no ano passado tive o primeiro contacto com a maior mentira e o maior engano (não lhe chamo fraude porque talvez lhe falte a “má-fé”) do ensino em Portugal que dá pelo nome de Cursos de Educação e Formação (CEF).
A mentira começa logo no facto de dois anos nestes cursos darem equivalência ao 9º ano, isto é, aldrabando a Matemática, dois é igual a três!
Um aluno pode faltar dez, vinte, trinta vezes a uma ou a várias disciplinas (mesmo estando na escola) mas, com aulas de remediação, de recuperação ou de compensação (chamem-lhe o que quiserem mas serão sempre sucedâneos de aulas e nunca aulas verdadeiras como as outras) fica sem faltas. Pode ter cinco, dez ou quinze faltas disciplinares, pode inclusive ter sido suspenso que no fim do ano fica sem faltas, fica puro e imaculado como se nascesse nesse momento.
Qual é a mensagem que o aluno retira deste procedimento? Que pode fazer tudo o que lhe apetecer que no final da ano desce sobre ele uma luz divina que o purifica ao contrário do que na vida acontece. Como se vê claramente não pode haver melhor incentivo à irresponsabilidade do que este.

2. Actualmente sinto vergonha de ser professor porque muitos alunos podem este ano encontrar-me na rua e dizerem: ”Lá vai o palerma que se fartou de me dizer para me portar bem, que me dizia que podia reprovar por faltas e, afinal, não me aconteceu nada disso. Grande estúpido!”

3. É muito fácil falar de alunos problemáticos a partir dos gabinetes mas a distância que vai deles até às salas de aula é abissal. E é-o porque quando os responsáveis aparecem numa escola levam atrás de si (ou à sua frente, tanto faz) um magote de televisões e de jornais que se atropelam uns aos outros. Deviam era aparecer nas escolas sem avisar, sem jornalistas, trazer o seu carro particular e não terem lugar para estacionar como acontece na minha escola.
Quando aparecem fazem-no com crianças escolhidas e pagas por uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os governantes) na televisão.
Os nossos alunos não são recrutados dessa maneira, não são louros, não têm caracóis no cabelo nem vestem roupa de marca.
Os nossos alunos entram na sala de aula aos berros e aos encontrões, trazem vestidas camisolas interiores cavadas, cheiram a suor e a outras coisas e têm os dentes em mísero estado.
Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente civilizada.
Não fazem distinção entre o recreio e o interior da sala de aula onde entram de boné na cabeça, headphones nos ouvidos continuando as conversas que traziam do recreio.
Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que for.
Quando lhes digo para se sentarem direitos, para se desencostarem da parede, para não se virarem para trás olham-me de soslaio como que a dizer “Olha-me este!” e passados alguns segundos estão com as mesmas atitudes.

4. Eu não quero alunos perfeitos. Eu quero apenas alunos normais!!!
Alunos que ao serem repreendidos não contradigam o que eu disse e que ao serem novamente chamados à razão não voltem a responder querendo ter a última palavra desafiando a minha autoridade, não me respeitando nem como pessoa mais velha nem como professor. Se nunca tive de aturar faltas de educação aos meus filhos por que é que hei-de aturar faltas de educação aos filhos dos outros? O Estado paga-me para ensinar os alunos, para os educar e ajudar a crescer; não me paga para os aturar! Quem vai conseguir dar aulas a alunos destes até aos 65 anos de idade?
Actualmente só vai para professor quem não está no seu juízo perfeito mas se o estiver, em cinco anos (ou cinco meses bastarão?...) os alunos se encarregarão de lhe arruinar completamente a sanidade mental.
Eu quero alunos que não falem todos ao mesmo tempo sobre coisas que não têm nada a ver com as aulas e quando peço a um que se cale ele não me responda: “Por que é que me mandou calar a mim? Não vê os outros também a falar?”
Eu quero alunos que não façam comentários despropositados de modo a que os outros se riam e respondam ao que eles disseram ateando o rastilho da balbúrdia em que ninguém se entende.
Eu quero alunos que não me obriguem a repetir em todas as aulas “Entram, sentam-se e calam-se!”
Eu quero alunos que não usem artes de ventríloquo para assobiar, cantar, grunhir, mugir, roncar e emitir outros sons. É claro que se eu não quisesse dar mais aula bastaria perguntar quem tinha sido e não sairia mais dali pois ninguém assumiria a responsabilidade.
Eu quero alunos que não desconheçam a existência de expressões como “obrigado”, “por favor” e “desculpe” e que as usem sempre que o seu emprego se justifique.
Eu quero alunos que ao serem chamados a participar na aula não me olhem com enfado dizendo interiormente “Mas o que é que este quer agora?” e demorem uma eternidade a disponibilizar-se para a tarefa como se me estivessem a fazer um grande favor. Que fique bem claro que os alunos não me fazem favor nenhum em estarem na aula e a portarem-se bem.
Eu quero alunos que não estejam constantemente a receber e a enviar mensagens por telemóvel e a recusarem-se a entregar-mo quando lho peço para terminar esse contacto com o exterior pois esse aluno “não está na sala”, está com a cabeça em outros mundos.
Eu sou um trabalhador como outro qualquer e como tal exijo condições de trabalho! Ora, como é que eu posso construir uma frase coerente, como é que eu posso escolher as palavras certas para ser claro e convincente se vejo um aluno a balouçar-se na cadeira, outro virado para trás a rir-se, outro a mexer no telemóvel e outro com a cabeça pousada na mesa a querer dormir?
Quando as aulas são apoiadas por fichas de trabalho gostaria que os alunos, ao sair da sala, não as amarrotassem e deitassem no cesto do lixo mesmo à minha frente ou não as deixassem “esquecidas” em cima da mesa.
Nos últimos cinco minutos de uma aula disse aos alunos que se aproximassem da secretária pois iria fazer uma experiência ilustrando o que tinha sido explicado e eles puseram os bonés na cabeça, as mochilas às costas e encaminharam-se todos em grande conversa para a porta da sala à espera que tocasse. Disse-lhes: “Meus meninos, a aula ainda não acabou! Cheguem-se aqui para verem a experiência!” mas nenhum deles se moveu um milímetro!!!
Como é possível, com alunos destes, criar a empatia necessária para uma aula bem sucedida?
É por estas e por outras que eu NÃO ADMITO A NINGUÉM, RIGOROSAMENTE A NINGUÉM, que ouse pensar, insinuar ou dizer que se os meus alunos não aprendem a culpa é minha!!!

5. No ano passado tive uma turma do 10º ano dum curso profissional em que um aluno, para resolver um problema no quadro, tinha de multiplicar 0,5 por 2 e este virou-se para os colegas a perguntar quem tinha uma máquina de calcular!!! No mesmo dia e na mesma turma outro aluno também pediu uma máquina de calcular para dividir 25,6 por 1.
Estes alunos podem não saber efectuar estas operações sem máquina e talvez tenham esse direito. O que não se pode é dizer que são alunos de uma turma do 10º ano!!!
Com este tipo de qualificação dada aos alunos não me admira que, daqui a dois ou três anos, estejamos à frente de todos os países europeus e do resto do mundo. Talvez estejamos só que os alunos continuarão a ser brutos, burros, ignorantes e desqualificados mas com um diploma!!!

6. São estes os alunos que, ao regressarem à escola, tanto orgulho dão ao Governo. Só que ninguém diz que os Cursos de Educação e Formação são enormes ecopontos (não sejamos hipócritas nem tenhamos medo das palavras) onde desaguam os alunos das mais diversas proveniências e com histórias de vida escolar e familiar de arrepiar desde várias repetências e inúmeras faltas disciplinares até famílias irresponsáveis.
Para os que têm traumas, doenças, carências, limitações e dificuldades várias há médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos, em quantidade suficiente, para os ajudar e complementar o trabalho dos professores?
Há alunos que têm o sublime descaramento de dizer que não andam na escola para estudar mas para “tirar o 9º ano”.
Outros há que, simplesmente, não sabem o que andam a fazer na escola…
E, por último, existem os que se passeiam na escola só para boicotar as aulas e para infernizar a vida aos professores. Quem é que consegue ensinar seja o que for a alunos destes? E por que é que eu tenho de os aturar numa sala de aula durante períodos de noventa e de quarenta e cinco minutos por semana durante um ano lectivo? A troco de quê? Da gratidão da sociedade e do reconhecimento e do apreço do Ministério não é, de certeza absoluta!

7. Eu desafio seja quem for do Ministério da Educação (ou de outra área da sociedade) a enfrentar ( o verbo é mesmo esse, “enfrentar”, já que de uma luta se trata…), durante uma semana apenas, uma turma destas sozinho, sem jornalistas nem guarda-costas, e cumprir um horário de professor tentando ensinar um assunto qualquer de uma unidade didáctica do programa escolar.
Eu quero saber se ao fim dessa semana esse ilustre voluntário ainda estará com vontade de continuar. E não me digam que isto é demagogia porque demagogia é falar das coisas sem as conhecer e a realidade escolar está numa sala de aula com alunos de carne, osso e odores e não num gabinete onde esses alunos são números num mapa de estatística e eu sei perfeitamente que o que o Governo quer são números para esse mapa, quer os alunos saibam estar sentados numa cadeira ou não (saber ler e explicar o que leram seria pedir demasiado pois esse conhecimento justificaria equivalência, não ao 9º ano, mas a um bacharelato…).
É preciso que o Ministério diga aos alunos que a aprendizagem exige esforço, que aprender custa, que aprender “dói”! É preciso dizer aos alunos que não basta andar na escola de telemóvel na mão para memorizar conhecimentos, aprender técnicas e adoptar posturas e comportamentos socialmente correctos.

Se V.Excia achar que eu sou pessimista e que estou a perder a sensibilidade por estar em contacto diário com este tipo de jovens pergunte a opinião de outros professores, indague junto das escolas, mande alguém saber. Mas tenha cuidado porque estes cursos são uma mentira…

Permita-me discordar de V. Excia mas dizer que os professores têm de ser dignificados é pouco, muito pouco mesmo…

Atenciosamente


Domingos Freire Cardoso
Professor de Ciências Físico-Químicas
Rua José António Vidal, nº 25 C
3830 - 203 ÍLHAVO
Tel. 234 185 375 / 93 847 11 04
E-mail:
dfcardos@gmail.com



Ílhavo, 29 de Outubro de 2007


Assunto: Carta aberta ao Sr Presidente da República

À Sra Dra Fátima Campos Ferreira

Os meus respeitosos cumprimentos:


Para vosso conhecimento envio cópia da carta aberta por mim endereçada ao Sr Presidente da República.

Grato pela atenção

Domingos Freire Cardoso
Professor de Ciências Físico-Químicas
Rua José António Vidal, nº 25 C
3830 - 203 ÍLHAVO
Tel. 234 185 375 / 93 847 11 04
E-mail:
dfcardos@gmail.com

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Queimada viva


Sempre gostei, quer em filmes como em livros , de relatos de casos verídicos. Como tal, adquiri vários livros de histórias verídicas de mulheres , que quer por um motivo ou por outro , atravessaram sérias dificuldades na vida. Este livro fala-nos de Souad, que usa um nome falso com receio de que a família ainda a descubra passadas quase 2 décadas. Ela sobreviveu a uma morte iminente planeada e executada pela própria família devido ao facto de ter engravidado , claro está que isto se passa na Cijordania (ainda acontece nos dias de hoje, é incrível). Souad conhece um homem por quem se apaixona , mas, o mesmo ao descobrir que ela estava grávida desaparece. A família quando descobre , rega-a com gasolina , mas miraculosamente sobrevive e vai parar a um hospital onde é deixada ao abandono até ser encontrada por uma voluntária Europeia que , com muito esforço a consegue levar para a Suíça. Souad nestes dias é uma mulher , pode-se dizer feliz, com uma família e 3 filhos (um dos quais foi o que sobreviveu na barriga da mãe quando esta foi queimada).
Agora divulga a sua história na esperança de "abrir " os olhos a muita gente.
Um relato impressionante que nos choca e faz repensar nas coisas banais que damos como adquiridas mas que para tantas pessoas é um luxo ou mesmo uma necessidade inatingivel...

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Um modelo diferente de botas




Uns gorros que me entreti a fazer...